Assassinato de idoso gera protesto em Balneário Camboriú

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Antônio Carlos Rodrigues Furtado, de 61 anos, mais conhecido como Cacau, foi morto a socos e pontapés em Balneário Camboriú após uma discussão política. Segundo a polícia, Furtado foi atacado por Fábio Leandro Schwindlein, de 44 anos. O caso aconteceu dia 27, na região central da cidade.

O primeiro relatório divulgado pela Polícia Militar sobre o caso afirma que Furtado e o agressor discutiram por motivo político. A vítima se afastou, mas foi alcançada e atacada novamente, mesmo caída ao chão. Testemunhas afirmaram que no meio do espancamento, a vítima conseguiu levantar-se e implorou que o agressor parasse, caiu novamente, desta vez, vítima de uma parada cardíaca fatal.

Depois de espancar a socos e pontapés o idoso, inclusive com ele já caído, na frente das pessoas, o assassino jogou uma caixa com ferramentas na cabeça da vítima e ligou para a polícia dizendo que estava sendo ameaçado. Quando a polícia chegou, testemunhas desmentiram o agressor que foi preso em flagrante. O acusado é bolsonarista declarado, trabalhava num estacionamento próximo ao local do crime. Antônio Carlos era um militante de esquerda tradicional na cidade e ultimamente estava desempregado e enfrentando dificuldades financeiras.

Protesto no domingo

No domingo 01/12, às 16 horas, partidos de oposição, entidades democráticas e população local que não concordam com a intolerância, realizam um protesto na Praça Tamandaré, na avenida Atlântica em Balneário Camboriú. O ato é promovido por lideranças de partidos de oposição local (PDT, PT, PSoL), com adesão de militantes de toda a região do Vale do Itajaí e Grande Florianópolis. 

A revolta da população aumentou sobretudo depois da soltura do assassino, Fábio Leandro que havia sido preso em flagrante e passou a responder processo por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Na sexta-feira (29), em audiência de custódia ele foi surpreendentemente solto pelo juiz responsável, por apresentar bons antecedentes, apesar dos requintes de crueldade do assassinato registrados no Boletim de Ocorrência e confirmados pelos policiais, que demonstraram o  comportamento violento e perigoso do agressor.

Acusado apresentou outra versão

De acordo com o delegado Aderlan Ângelo Camargo, os policiais que atenderam a ocorrência também afirmaram que o suspeito apresentou outras versões sobre as hipóteses da motivação da briga. “Ouvi duas testemunhas que acompanharam como tudo aconteceu, também ouvi testemunhas que afirmaram que a causa da discussão foi uma cobrança de dívida”. O inquérito já foi encaminhado ao Fórum e apontou a cobrança de dívida como motivação do crime. Segundo a Justiça, ele deve comparecer mensalmente em juízo e não sair de casa entre 20h e 6h e nos dias de folga.